domingo, 28 de agosto de 2016

Persona (Persona, 1966 – Ingmar Bergman)



As convenções sociais nos obrigam a usar máscaras que nos afastam de nossa verdadeira personalidade

por Leonardo Lopes Carnelos


Todos nós, em nossas relações sociais nos vemos obrigados a vestir máscaras. Nem sempre o filho é igual ao marido, ou o pai. As atitudes de um funcionário não são as mesmas de um cliente e assim por diante. O grande problema de usar máscaras é que por vez ou outra nos esquecemos quem somos de verdade. Em Persona, Ingmar Bergman faz um tratado sobre pessoas, personagens e personalidades. E como elas se misturam. Destaque para as atuações de Liv Ullman que interpreta a atriz Elisabeth Vogler, que no meio de uma peça recusa-se a falar por estar cansada de interpretar papéis; e Bibi Andersson, a enfermeira Alma que enxerga no silêncio de sua paciente a oportunidade de resgatar sua própria personalidade.

Mas antes de ir em frente com a história é preciso discorrer sobre a enigmática sequência inicial do filme.
Persona começa com imagens de equipamentos cinematográficos e a fagulha inicial de projetor sendo ligado enquanto o carretel começa a girar. Logo começamos a ver as projeções, que aparentemente são aleatórias: uma animação, um pênis ereto, uma tarântula, uma pequena sequência de um filme mudo, a crucificação, vísceras, pessoas deitadas. Até a sequência final mais longa que mostra um menino acordando ao som de um despertador. Em princípio ele quer continuar dormindo, mas como o lençol não o cobre por completo, ele desperta. Coloca os óculos e pega o livro Um Herói do Nosso Tempo (Vår Tids Hjalte) de Mikhail Lermontov, um dos fundadores do movimento da literatura russa reconhecida pela alta carga psicológica de seus romances.

Nesta pequena sequência já é possível vislumbrar dois principais temas do filme, o nascimento do cinema e seu mecanismo de projeção de imagens de forma sequencial e estruturada para a construção de uma história; e o nascimento e formação da personalidade de uma criança através de flashes de memória da primeira infância até a afeição a imagem da mãe.

E só de passagem neste parágrafo, acho que podemos supor que a inspiração de David Fincher para introduzir uma cena do órgão sexual masculino no meio de um filme em Clube da Luta veio de Persona. Que tal?

Persona não diverge muito dos demais filmes do diretor sueco. O close up prolongado no rosto das personagens, que é uma de suas marcas registradas, está mais do que presente na película. Já o roteiro está amplamente embasado em complexos conceitos psicológicos. Só nesta cena inicial é possível ver como o diretor brinca com elementos narrativos do universo cinematográfico para representar particularidades da mente humana. Outro detalhe importante a ser notado é o plano detalhe nas mãos dos personagens e como elas traduzem o estado de espirito delas.  

De uma forma simplificada, o filme pode ser interpretado como a representação dos dois lados da natureza humana, com Elisabeth representando os elementos externos de uma persona (Ego), e a personagem Alma como a representação da personalidade interna (Id). 

Sigmund Freud modelou o inconsciente da mente humana nas três entidades, ID, Ego e SuperEgo. Hoje em dia é normal ver filmes em que os personagens são inspirados nas características destes 3 elementos da mente, e obviamente os conflitos que aparecem entre eles nos filmes é exatamente os mesmos que acontecem em nossas mentes antes de tomarmos nossas próprias decisões. Persona é provavelmente um dos pioneiros neste sentido, exceto claro, pela falta do SuperEgo como terceiro personagem, mas como apontou TBN (identidade preservada) quando caem todas as máscaras, de que serve um SuperEgo?

É interessante ainda notar a escolha como personagem para um filme desta natureza ser uma atriz. Muito além do caráter metalinguístico que por si só já é interessante, o fato de uma atriz precisar interpretar um papel profissionalmente forma uma rima narrativa com a temática do filme. Uma das principais características de um bom ator é encarnar um personagem. Ao atuar o artista precisa convencer o público que a personalidade do personagem é a dele e que ele está realmente sentindo aquelas emoções que demonstra. O artista veste a persona do personagem.

Em entrevista, o ator britânico Anthony Hopkins declarou o quanto atuar é desgastante para o caráter e para a saúde. Outro exemplo é do ator Val Kilmer que se dedica meticulosamente a seus personagens, sendo capaz de morar numa caverna de morcegos na África para se preparar para o filme Batman Eternamente, ou ainda decorar a letra de todas as músicas do The Doors para interpretar Jim Morrison, a ponto de a banda cogitar gravar com ele como novo vocalista. O resultado disso é que o cara pirou, após o filme Top Secret! Super Confidencial ele fez um mochilão por toda a Europa, após o filme The Doors ele pensava ser realmente Jim Morrison e após a filmagem de Batman, continuou andando de carro pela noite como se fosse o príncipe das trevas.

E não precisa ser tão bom ator assim para sofrer desse mal. Não sei citar nenhum caso mas já ouvi inúmeras vezes histórias de atores que fazem par romântico se apaixonam durante as filmagens de um filme, separam-se de seus maridos e esposas reais para viver uma ardente paixão com o(a) companheiro(a) de cena, e depois de alguns meses se separam. Acontece com qualquer ator, bom ou ruim, basta ser facilmente influenciável. Eles se apaixonam pelos personagens, que via de regra são sempre muito interessantes, mas não suportam conviver com simples artistas que os interpretaram.


Zona de Spoilers
Alma vai sentindo-se tão à vontade em ter uma ouvinte dedicada e interessada em seus problemas que aos poucos vai removendo suas máscaras e passa a agir o mais naturalmente possível, deixando de lado a relação entre enfermeira e paciente. Um dos momentos de maior tensão dá-se quando ela descreve uma aventura sexual que ela teve na praia junto com outra moça e dois adolescentes. 


Esta é sem dúvida uma das cenas mais eróticas da história do cinema e foi realizada sem que nenhuma peça de roupa tenha sido tirada. Pelo poder da sugestão, é normal que a maioria das pessoas visualize a praia e os acontecimentos que estão sendo descritos. Em certos casos o poder de imaginação é tão forte que algumas dessas pessoas são capazes de afirmar que viram a cena da praia no filme ao invés de só ouvir a descrição. Só os verdadeiros contadores de histórias como Bergman e suas talentosas atrizes para dar vida a uma cena tão icônica como esta.

É neste ponto que Alma se liberta completamente de suas máscaras e age de forma mais autêntica possível. Contando uma de suas histórias mais íntimas, em que ela também agiu de forma extremamente autêntica, mas que diante da sociedade ela precisou esconder atrás da persona de esposa fiel e enfermeira dedicada.
Outra cena marcante é a da sobreposição dos rostos das duas personagens.

Elisabeth simplesmente parou de falar durante uma apresentação de Electra. E aqui está mais uma referência que merece aprofundamento. Electra é uma Deusa grega amargurada e impulsiva, que levada mais pela fúria do que pela maldade, induziu seu irmão Orestes a assassinar sua mãe, vingando a morte de seu pai. O termo complexo de Electra é usado na psicanálise como a contrapartida feminina do complexo de Édipo, para designar o desejo da filha pelo pai.

O que sabemos de mais concreto de Elisabeth é que ela rejeitou o papel de mãe, tentando realizar por diversas vezes encerrar uma gravidez e posteriormente passou a sofrer de depressão pós-parto, que é quando a mãe mal consegue olhar para o rosto da criança. 

Em certo momento do grande monólogo de Alma ela afirma que acha que as duas sejam muito parecidas e a principal semelhança está no fato de que Alma também rejeitou a maternidade ao executar um aborto após os acontecimentos na praia, conforme seu próprio relato.


Há quem interprete que neste ponto a personalidade das duas se funde, mas eu prefiro achar que é Alma que está absorvendo a persona de Elisabeth. Na cena em si, Elisabeth leva sua mão à testa de Alma. Logo depois, Alma leva sua mão à nuca de Elisabeth. Elisabeth é forte demais para não influenciar Alma, mesmo sem dizer uma palavra. Alma é fraca demais para não assumir a persona de Elisabeth. Uma mulher forte, determinada e independente. 

O clímax está nas cena finais. Alma pega Elisabeth na cozinha com uma expressão de dor no rosto segurando a foto rasgada de seu filho. Em seguida Alma narra a história da rejeição da maternidade que Elisabeth sofrera e o tempo todo vemos a expressão de angústia no rosto de Elisabeth em close up. Após um corte rápido a cena parece voltar para o começo e Alma repete o monólogo, só que desta vez o espectador acompanha a expressão de Alma ao contar a história.

Numa mesma cena, podemos entender os reais motivos do trauma vivido por Elisabeth e vemos Alma agindo por si só novamente, mas agora como uma mulher renovada. Eu também não acho que a cena é repetida por conta ad fusão das duas, só acho que Bergman queria ser didático ao repetir o mesmo discurso e queria que nós entrássemos nos personagens durante esse monólogo, algo que não seria possível se a câmera ficasse alternando entre o rosto das duas. 

Elisabeth volta aos palcos e Alma para sua rotina. Somos levados de volta a sequência inicial onde o menino toca os olhos da projeção do rosto de uma mulher e só então entendemos que aquela projeção é a fusão do rosto das duas personagens. E a projeção termina.

Conclusão
Durante o filme, Elisabeth está tentando superar seu trauma relacionado a maternidade, mas Alma passa por todas as fases definidas por Carl Jung em relação às personas:
Identificação: acontece quando Alma aprecia o silêncio de Elisabeth e começa a falar sem parar.
Desintegração: acontece quando Alma descreve a cena na praia, abandonando as personas de esposa fiel e enfermeira dedicada para ser ela mesma.
Restauração Negativa: após a cena da sobreposição, Alma tenta agir como se fosse Elisabeth, imitando sua persona.
Abstinência: Alma se decepciona ao ler a carta de Elisabeth ao seu médico, dizendo que se diverte com as histórias que escuta e que está usando Alma como uma cobaia.
Restauração: na cena na cozinha, Alma age de forma diferente do resto do filme, mas não está imitando a persona de Elisabeth, ela finalmente se adaptou à nova realidade, incorporando novas personas que a acompanharão dali em diante.

E por fim, é possível concluir que nós nunca poderemos entender as pessoas em seus âmbitos mais íntimos, só mesmo através daquilo que elas nos projetam através de suas personas. Da mesma forma como o garoto no início do filme toca a projeção desfocada do rosto de uma mulher, nunca poderemos entender completamente o real significado de um filme como Persona e as reais intenções de seu diretor ao filmá-lo, só mesmo podemos interpretar aquilo que entramos em contato através da tela do cinema.

Informações Técnicas
Diretor: Ingmar Bergman
Roteiro: Ingmar Bergman
Diretor de Fotografia: Sven Nykvist
Trilha Sonora: Lars Johan Werle
Elenco: Liv Ullman e Bibi Andersson
Ano:1966
Gênero: Drama
País: Suécia
Duração: 83 minutos
Orçamento: --
Arrecadação: U$250.000

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Filme Completo

Referências
















quarta-feira, 15 de junho de 2016

Taxi Driver (Taxi Driver, 1976 – Martin Scorsese)



Um lobo solitário vagando a noite pela selva urbana

Por Leonardo Carnelos

Robert de Niro interpreta Travis Bickle, um veterano da guerra do Vietnã que se reintegra à sociedade na grande metrópole que Nova Iorque se tornou em meados da década de 1970. Martin Scorsese tem grande mérito em retratar o submundo soturno de uma grande cidade.

O tema da inadequação de veteranos de guerra estava em foco, especialmente nesta década nos EUA dado o movimento hippie. O curioso a notar é que se em Rambo, por exemplo, o protagonista está cheio de traumas e não consegue se reintegrar à sociedade, em Taxi Driver só temos um Travis extremamente à vontade na cidade, especialmente a noite. Ele tem um emprego, frequenta cinemas pornô, faz amizades com prostitutas e cafetões e até tenta arrumar uma namorada. 

Entretanto, a medida em que a história avança é possível notar que sua instabilidade psicológica trará à tona de volta o assassino que ele se tornou durante o treinamento militar e sua participação na guerra. Destaque para a cena em que ele treina sacara a arma em frente ao espelho que ficou icônica e recorrentemente é referenciada.

O retrato do submundo, como a periferia de grandes cidades, o mundo das drogas, prostituição e violência acabou tornando-se sua marca registrada, assim como seus personagens psicologicamente perturbados. Em certo momento no filme é possível perceber a psicopatia do protagonista em reagir de forma violenta a tudo considera estar errado, mas ao mesmo tempo, considerar normal levar uma pretendente a um cinema pornô. Depois desta constatação, o próprio fato dele alegar que é um ex-fuzileiro fica em xeque, será que ele esteve mesmo no Vietnã? Ou será que essa é a história que ele conta para os outros por ter vergonha de admitir que foi dispensado?


O final do filme é sensacional. A interpretação depende da visão de mundo de cada um. Você acha que Travis encontrou sua redenção ao salvar Iris? Ou você acha que o tiroteio é só mais um retrato triste e sorumbático de uma sociedade decadente? Travis Bickle é um grande herói, ou uma bomba relógio prestes a explodir?

A interpretação de Robert de Niro ficou muito marcante, e ela foi responsável por ter deslanchado sua carreira. Quem também merece grande destaque é Jodie Foster, que interpreta brilhantemente a prostituta Iris, quebrando totalmente o estigma de atriz mirim dos Estúdios Disney que ela carregava até então e despontando para o estrelato, deixando de ser coadjuvante e passando a ser a protagonista de seus filmes. Esta foi ainda a última trilha sonora assinada por Bernard Herrmann, grande parceiro de Alfred Hitchcock.

Taxi Driver foi indicado a 4 prêmios Oscar, mas acabou perdendo o prêmio principal para Rocky de Sylvester Stalone.

Informações Técnicas

Diretora:Martin Scorsese
Roteiro:Paul Schrader
Diretor de Fotografia:Michael Chapman
Trilha Sonora: Bernard Herrmann
Elenco: Robert de Niro, Jodie Foster
Ano:1976
Gênero: Drama
País: EUA
Duração: 113 minutos
Orçamento: U$1,3 milhões
Arrecadação: U$28,3 milhões



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quarta-feira, 30 de março de 2016

Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003 – Sofia Coppola)



Multidão e solidão. Palavras que intuitivamente não deveriam andar juntas

Por Leonardo Carnelos

Na primeira tomada do filme temos Scarlett Johansson deitada na cama usando um lingerie. A cena foi inspirada nas pinturas de John Kacere, pintor foto realista que gostava de pintar fotografias mentais, o close exato de um momento íntimo de um casal que de tempos em tempos acessamos em nossa memória. Apesar do aparente sensualismo, o filtro fosco e a ausência de trilha já ditam o clima de todo o filme: melancolia.

Encontros e Desencontros é uma obra que celebra as dificuldades de comunicação entre as pessoas, desde um marido e uma esposa, até por diferenças culturais, como americanos no Japão. Sofia Coppola foi altamente influenciada pelo filme O Silêncio (1963), pertencente a trilogia do silêncio de Ingmar Bergman.

Através das encruzilhadas de seus protagonistas, a película é quase que uma exaltação da melancolia vivida por estar num lugar onde não se conhece a língua nativa. A solidão em meio a uma multidão retratada também referencia o grande pintor americano realista Edward Hopper e suas paisagens urbanas.


Charlotte (Scarlett Johansson) larga seus estudos para acompanhar seu marido fotógrafo em turnê, e u m grande dilema aflora quando ela passa a gastar seu tempo executando tarefas como o Ikebana, preparação de arranjos florais minimalistas, e ela passa a se ver como uma mulher submissa ao ver seu reflexo nas gueixas que ali habitavam.

Enquanto isso, Bob Harris (Bill Murray) um ator consagrado submete-se aos caprichos de produtores durante a gravação de um comercial de uísque em meio a uma crise de meia idade, questionando seu casamento. Em meio ao vazio existencial, os dois se encontram e desenvolvem uma relação de empatia mútua de sofrimento, mas ao mesmo tempo sentem-se incapazes de modificar o status quo de suas relações.


O verdadeiro título do filme significa que muito da comunicação perde-se na tradução de uma língua para outra, dificultando, portanto a comunicação. Chega a ser irônico para um espectador do filme que não conheça o título original, perca um pouco da mensagem a ser passada pela diretora. Praticamente uma metalinguagem de como muita informação perde-se na tradução.

Informações Técnicas
Diretora: Sofia Coppola
Roteiro: Sofia Coppola
Diretor de Fotografia: Lance Acord
Trilha Sonora: Kevin Shields
Elenco: Scarlett Johansson e Bill Murray
Ano: 2003
Gênero: Drama, Romance
País: EUA e Japão
Duração: 101 minutos
Orçamento: U$4 milhões
Arrecadação: U$120 milhões

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Referências






sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O Dia em que a Inspiração Apareceu, de Rob Gordon



Uma história sensível sobre a arte e a vida



O começo do conto já é extremamente corajoso. Nos primeiros parágrafos, e pela própria capa, já é possível notar um certo ar noir. Depois outras boas referências vem, como Um conto de Natal de Charles Dickens e Medianeras, filme argentino de Gustavo Taretto. Mas acima disso tudo está uma das principais características de Rob Gordon, a tremenda sensibilidade de extrair emoções de cenas cotidianas simples. 


Sempre consumi arte, primeiro por uma necessidade básica, conforme descrevo no editorial do meu blog (A vida não faz sentido sem o estudo da arte); mas também por que tenho convicção que algumas delas me tornam uma pessoa melhor. Este é o caso de O Dia em que a Inspiração Apareceu, um conto que me conquistou já na sua descrição: “O mais importante não é descobrir se uma história é real, e sim o que ela pode ensinar sobre a realidade.”

Referências
O Dia em que a Inspiração Apareceu

 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Star Wars x Fundação

por Rodrigo Popinhak Franco





Tudo bem, todo mundo gostou do episódio 7 apesar do mesmo ter roteiro idêntico ao episódio 4. Mas já que é assim, vamos parar de falar mal do Jar Jar Binks, pois os roteiros do George Lucas são infinitamente mais interessantes.  Em tempos que Star Wars, virou um fenômeno multi massas e várias pessoas dizem que os três primeiros filmes da saga são dispensáveis, resolvi sair em defesa dos mesmos. Isso por que há algum tempo atrás li quatro livros da serie Fundação de Isaac Asimov. Sendo um fã de star wars e ao ler Fundação, notei várias semelhanças de ideias com Star Wars. Estranho ninguém na internet se atentar para isso! Primeiramente, a trilogia Fundação é um sci-fi dos melhores e passa longe em qualidade de ideia do que star wars, que é uma aventura espacial (space opera).

A seguir vários spoliers de Star Wars episódios 1 ao 6 e da série Fundação.

No caso de Fundação, existe uma nova ciência chamada psico-história que conseguiria explicar o futuro com base em observação do comportamento das pessoas. A psico-história pode ser utilizada para manipular a história e fazer uma período de decadência dure menos, mas não evita-lo. 


Star Wars
Fundação
A Força. O ladro negro pode levar a galáxia ao caos.
O poder da força mental de um indivíduo singular pode violar os princípios da psico-história e levar a humanidade ao caos.
Darth Vader (Império) versus os Jedis (Republica, rebeldes). Tem o poder da Força.
O Mulo (Império) versus a Fundação psico-história(republica, rebeldes). O Mulo seria o lado negro (um poder mental representando ocultismos) e a psico-história a ciência, muitas vezes entendida como a luz.
Darth Vader é uma criança órfã que aparece com poderes acima da media e é aquele que trará equilíbrio para a Força.
O Mulo é uma criança órfã com poderes mentais acima da media e tratado como uma singularidade na equação da psico-história, mas nesse caso não tem redenção.
Uma arma mortal chamada estrela da morte que pode destruir planetas.
Uma arma atômica que também pode destruir planetas, mas que nesse caso está no domínio da Fundação ao invés de estar nas mãos do império.
General Tarkin, um cara duro responsável pela Estrela da Morte e subordinado do imperador.
General Priecher, um militar duro e implacável. No caso controlado mentalmente pelo Mulo.
Duelos finais de Darth Vader X Luke, dois personagens relacionados por parentesco. O duelo é mental pois Luke é sempre tentado para liberar sua raiva e ir para o ladro negro.
O final do livro é um duelo entre personagens que tem um relacionamento pessoal, em que um deles se revela o traidor (Mulo), mas tem afeto por uma mulher que nunca controlou pois ele a amava. O conflito é mental.
Coruscant
Trantor
A cena do anfiteatro entre Palpatine e Anakin no episódio 3.
No livro o Mulo usa um instrumento musical para amplificar sem controle mental sobre as pessoas pois isso amplifica seu poder. Isso é feito em um concerto musical também. Uma clara homenagem de George Lucas.
Aquela bola flutuante com uma seringa usada para interrogar Leia.
Psico Probe – Instrumento para tortura mental.
Han Solo – Um contrabandista em uma nave junto com Jabba o intermediador, fugindo do Império.
Contrabandistas em naves responsáveis pelo comércio. Em um momento a economia mais desenvolvida é a forma de dominação na Fundação e esses mercadores são personagens principais contra o poder do império. Da mesma forma como Han Solo eles acabam ajudando a Fundação.
Carro a jato do Luke em Tatooine.
Carro a jato para Eblin Miss em um planeta desértico.