terça-feira, 21 de junho de 2011

Esquete de Humor Clássico #002 - Trapalhões Teresinha


Em minha opinião este é o melhor quadro dos trapalhões de todos os tempos:
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Nenhuma palavra é dita, nenhuma piada é contada, Didi, Mussum e Zacarias apenas dramatizam a música Teresinha de Maria Bethânia, nenhuma palavra é dita, nenhuma piada é contada. Excelente.
Além disso, a música conta a história de uma moça sonhadora a procura de um marido. É possível encontrar o mesmo padrão numa das peças de teatro mais famosas escritas em português: A Farsa de Inês Pereira de Gil Vicente. Nela o autor retrata a vontade de uma criada em encontrar um marido. A obra foi escrita a partir de um desafio lançado: escrever uma peça que comprovasse o provérbio "Mais quero um asno que me carregue, que cavalo que me derrube".
Então Gil Vicente criou a personagem principal, Inês, uma moça casamenteira que primeiro procura um marido de posses e boa aparência, mas que a tratava mal. Depois de se separar dele, procura um outro marido mas com perfil completamente diferente, alguém que a tratasse bem, mesmo que não tivesse posses ou boa aparência.
Referências
Trapalhões:
Outro quadro dos trapalhões na mesma linha

Maria Bethânia:
Gil Vicente:
Farsa de Inês Pereira
Teresinha
(Chico Buarque e Maria Bethânia)
O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e assustada, eu disse não
O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e assustada, eu disse não
O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro dentro do meu coração

domingo, 19 de junho de 2011

Escritores #004 - The End of Eternity - Asimov



Isaac Asimov foi um dos precursores da Ficção Científica, não da fantástica com extraterrestres, magias e coisas sobrenaturais e sem sentido algum acontecendo, mas da ficção baseada na ciência mesmo.

Em 1955, Isaac Asimov escreveu o romance “The End of Eternity”. O livro trata praticamente todas as possibilidades e complicações da viagem no tempo. Justiça seja feita, o primeiro escritor a mencionar a viagem no tempo foi H.G.Wells, porém Isaac Asimov o fez de tal forma neste livro que praticamente esgotou o assunto. Para a infelicidade de outros autores, qualquer coisa feita após este livro pode ser considerado “plágio”, ou pelo menos uma referência ao que já foi escrito.

Não é a toa que ao vermos filmes como Back to the Future, Twelve Monkeys, que vieram depois, vejamos algumas semelhanças. A verdade é que Isaac Asimov foi tão feliz em seus romances que acabou influenciando muita gente. Ainda é possível ver muito de seus livros em filmes como Star Trek, Star Wars, MIB, Minority Report; é possível ver um pouco de Asimov até nos livros de José Saramago.

Mas por que Asimov não é tão famoso como seus seguidores? A resposta é muito simples, seus livros são complexos demais para virar um filme. As tentativas que foram feitas não foram felizes: “Viagem Insólita”, “Homem Bicentenário” e “Eu, Robô”. Para transformar o filme em algo comercial, a essência de Asimov se perdeu nos roteiros adaptados.

Para 2012, Hollywood está preparando uma versão para o romance “The End of Eternity”, um dos seus romances mais famosos. Vamos ver se desta vez, o cinema faz jus ao grande mestre da ficção científica.

Não é a primeira vez que escrevo sobre Asimov e suas façanhas neste blog, o texto anterior você encontra neste link:


Referências 
The End of Eternity:
Notícia sobre o filme:
Isaac Asimov:
H.G.Wells

sábado, 18 de junho de 2011

Das Modell


Em semana de SP Fashion Week não tem como não lembrar deste vídeo do Kraftwerk:

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E a regravação da mesma música pelo Rammstein:

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Das Modell

Sie ist ein Modell und sie sieht gut aus
Ich nehme sie heut' gerne mit zu mir nach Haus
Sie wirkt so kuehl, and sie kommt niemand 'ran
Doch vor der Kamera da zeigt sie was sie kann

Sie trinkt im Nachtklub immer Sekt (korrekt)
Und hat hier alle Maenner abgecheckt
Im Scheinwerferlicht ihr junges Laecheln strahlt
Sie sieht gut aus und Schoenheit wird bezahlt

Sie stellt sich zu Schau fuer das Konsumprodukt
Und wird von millionen Augen angeguckt
Ihr neues Titelbild ist einfach Fabelhaft
Ich muss sie wiedersehen, ich weiss sie hat's geschaft


The Model

She's a model and she's looking good
I'd like to take her to my place
She's working coolly, she won't be touched by anyone
Though, before the camera she shows what she can do

In the night club she's drinking only Champagne
And has checked out every man
In the floodlight her young smiles glitter
She's looking good, and beauty will be paid

She exposes herself for consumer products
And is being seen by millions of eyes
Her new cover is simply gorgeous
I must see her again, I know she's made it

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eduardo e Mônica

A Vivo resolveu transformar em um vídeo promocional a música Eduardo e Mônica do Legião Urbana. Uma homenagem mais que merecida.
Confiram o vídeo:

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E em 2012 mais uma música do Legião Urbana deve virar filme: Faroeste Caboclo, mas este será um longa metragem para o cinema. Esperar para ver.


Eduardo e Mônica

Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?


Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
Noutro canto da cidade
Como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
- Eu não tou legal, não agüento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
- É quase duas, eu vou me ferrar

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro e artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Em que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz

Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação

E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?

sábado, 4 de junho de 2011

Apresentações ao Vivo de Música Clássicos #001 - Neil Peart’s drum solo


Neil Elwood Peart é o baterista da banda Rush. Levou grande influência dos bateristas de jazz para as músicas de rock da banda canadense. Com a carreira de músico beirando os 40 anos, Neil Peart nunca deixou de estudar o instrumento, se especializando em todas as variedades conhecidas de percussão. O resultado disso é que em suas apresentações é possível ver que ele conseguiu elevar o patamar da bateria de uma banda de rock a algo mais elevado. Hoje é considerado o melhor baterista vivo do mundo e um dos melhores bateristas de todos os tempos.
Rush é uma banda canadense de rock progressivo composta pelo baixista, tecladista e vocalista Geddy Lee, pelo guitarrista Alex Lifeson, e pelo baterista e letrista Neil Peart. De grande discografia, a banda ficou famosa pela habilidade virtuosística de seus integrantes.
A cada novo disco, o Rush sai em turnê mundial de divulgação. E nesses shows, já virou um tipo de tradição a execução de um solo de bateria por parte de Neil Peart. Com o passar dos anos, o baterista foi introduzindo novos elementos à apresentação. A evolução do solo se confunde com a história da banda: da rapidez virtuosística ao perfeito sincronismo rítmico.
Abaixo segue três vídeos com três versões diferentes do mesmo solo de bateria:
A Show of hands - 1989


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R30 - 2004
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Time Machine Tour - 2010


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at David Letterman show - 2011
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