quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Roteiros de São Paulo #001 – Liberdade


Liberdade é o nome do bairro de São Paulo onde se concentra grande parte da colônia oriental. Se você procura um passeio para um Domingo à tarde, por exemplo, pode escolher começar indo para lá de Metrô
Chegando lá é possível passear pela feira de artesanato, lá se encontram desde barraquinhas de yakissoba até um famoso velhinho que vende limpadores de língua, não deixe de pedir pra ele fazer uma demonstração antes de comprar.
A região é rica ainda de livrarias e sebos cheios de bons negócios. Mas se o seu negócio são artigos orientais, existem ainda mercearias, lojas de artesanato e decoração, todas no entroncamento entre a Rua Galvão Bueno e a Rua dos Estudantes.
Se estiver precisando compra cosméticos, a loja Ikesaki é especializada e tende a ter bons preços também, sendo muito procurado por profissionais de salões de beleza e cabeleireiros.
Se bater a fome seguem duas opções, uma japonesa e um chinesa:
- Yamaga é um restaurante típico japonês, não se iluda, ele não serve possui esquema de rodízio limitando 4 sashimis de salmão velho e cortado fininho. Lá a comida japonesa é tradicional e levada a sério. Não deixe de provar o peixe prego.
- Chi Fu é um restaurante tradicional chinês, com ambiente agradável e excelente comida (e barata). Calma, foi um trocadilho, o preço da refeição é barato. A parte emocionante é tentar se comunicar com as garçonetes que não falam português.
Referências
Chi Fu
Ikesaki
Yamaga


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Compositores #013 - Danny Elfman


Danny Elfman iniciou na música como compositor e vocalista da banda Oingo Boingo. Banda de música pop e rock de grande sucesso nos anos 1980. A banda foi responsável por diversas músicas que se tornaram trilhas sonoras de filmes de sucesso da época, e por conta disso, quando a banda se desfez, Danny Elfman decidiu continuar estudando, até se tornar um maestro e compositor de diversas trilhas sonoras do cinema.
No cinema tem feitos diversas parcerias com o diretor Tim Burton, o estilo musical de Danny Elfman ajudou a criar um clima sombrio, gótico e de suspense característico dos filmes do diretor.
Confiram um pouco da obra de Danny Elfman:

Fase Oingo Boingo

Picardias Estudantis (1982)
Goodbye, Goodbye 
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A última festa de solteiro (1984)
Something Isn't Right
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Um tira da pesada (1984)
Gratitude
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Mulher nota 1000 (1985)
Weird Science
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Back to school (1986)
Dead Man's Party
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Summer School (1987)
Happy
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Outras músicas de sucesso da banda, mas que acabaram não virando trilha sonora de nenhum filme foram: 
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Stay

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We close our eyes

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Just another day

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Wake up! It’s 1984!

Fase Maestro

Beetlejuice (1988)
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Edward Scissorhands (1990)
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Batman Returns (1992)
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The Nightmare Before Christmas (1993)
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Mars Attacks! (1996)
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A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999)
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Big Fish (2003)
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Charlie and the Chocolate Factory (2005)
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A Noiva Cadáver (2005)
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Alice in Wonderland (2010)
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E para a televisão, o maestro Danny Elfman compôs nada mais nada menos do que a música tema dos Simpsons:
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Referências:
Danny Elfman
Oingo Boingo
Tim Burton

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Diretores #015 – Marc Webb - 500 Days of Summer


500 Days of Summer é um filme de 2009 que parece uma comédia romântica, mas no fundo é um drama; dirigido por Marc Webb, estrelado por Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel. A história é baseada em Tom, o protagonista, e seu ponto de vista de seu relacionamento com Summer.

Marc Webb é um jovem diretor, premiado com um VMA de melhor direção do clip 21 Guns da banda Green Day. Atualmente o diretor está produzindo a nova série de Homem Aranha. No filme, ele empregou uma estrutura narrativa não-linear, o escopo da história são os 500 dias que Tom passa após conhecer Summer, uma colega de escritório. Antes de cada cena, uma tela mostra em que data relativa estamos, e só com o passar das cenas é que o expectador consegue montar o que realmente aconteceu.

Já no começo do filme, o narrador onipresente avisa: este não é mais um filme onde “the boy meets a girl”, ou seja, uma comédia romântica. Na verdade ele a encontra, mas ela não o encontra. O filme possui uma trilha sonora muito rica, e as letras das músicas dizem muito sobre os pensamentos e os sentimentos dos personagens naqueles determinados momentos. 500 days of Summer é uma canção pop em forma de filme.

Zona de Spoilers
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Apesar de no começo do filme, o narrador já dizer como o relacionamento de Tom e Summer vai terminar, o grande Spoiler do filme é como se dá este desenrolar. 


As primeiras cenas mostram como Tom conheceu Summer, e para resumir como Summer era adorável, um flashback mostra que a sorveteria onde ela trabalhou vendeu 10% a mais de sorvete enquanto ela era atendente e que os lugares onde ela morou foram alugados por um valor 10% abaixo que a média do mercado, ambos frutos do seu charme.

Tom fica impressionado com ela de cara, mas ao mesmo tempo acha que ela não é pro seu bico. Até que numa festa da empresa de cartões comemorativos onde eles trabalham, um amigo de Tom revela a Summer que ele tem um quedinha por ela. Inicialmente ela declara que gosta dele mas que não está atrás de um namorado, mas em seguida o beija.

A partir daí eles começam um relacionamento, e protagonizam belas cenas, como na loja de móveis IKEA, fingindo que são casados e estão em casa, ou ainda, após a primeira relação, Tom sai na rua e por estar irradiando felicidade ele cumprimenta todos na rua e protagoniza um pequeno musical numa praça. 
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Passado algum tempo, após eles assistirem The Graduate no cinema, eles se separam. Logo após Summer deixa a empresa de cartões e consequentemente Tom não aceita muito bem. Seu desempenho no trabalho cai, ele também desiste da empresa de cartões e começa a se dedicar à arquitetura. O curioso é que no filme The Graduate com Dustin Hoffman, é exibido um amor extremamente idealizado, como Tom acreditava que existia de verdade, mas que Summer não. 

Uma das cenas mais emblemáticas do filme é quando Tom declara o que ele gosta em Summer: o jeito como ela sorri, seus cabelos, seus joelhos e assim por diante. Após o término do relacionamento, ele declara as coisas que ele odeia nela, e o mais impressionante é que as coisas que ele odeia nela são as mesmas.
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Tempos depois ele a reencontra num trem a caminho de um casamento de uma colega em comum. Eles conversam e se dão bem. Ao final ela o convida para uma festa na sua casa. E a cena a seguir é a melhor do filme: a tela se divide em dois, de um lado a expectativa de Tom em relação ao encontro e a realidade. Vejam o vídeo: 
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Depois de descobrir que Summer irá se casar, Tom entra em depressão e seus amigos recorrem a sua irmã mais nova, que o aconselha a olhar para trás e se focar nos pontos negativos do relacionamento. E só após isso ele percebe que um relacionamento com Summer nunca daria certo. Aqui o chavão o amor é cego cairia perfeitamente, já que quando alguém está vivendo uma paixão desproporcional, ou não correspondida, tenta mentalmente se convencer que tudo dará certo, quando não irá.
Depois de mais algum tempo ele a reencontra no local preferido dele na cidade, uma praça que dá a vista para vários prédios da cidade. Eles conversam rapidamente, Summer explica que lamenta não ter se apaixonado por ele, e ele enfim compreende e deseja sorte a ela.

No filme, o rapaz encontra a garota, se apaixona, os problemas aparecem, eles se separam e a vida continua. E apesar disso tudo o filme não é um clichê, a nova forma de contar a história criada pelo diretor do filme é o grande protagonista do filme, tornando uma história extremamente clichê num grande filme.

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Para ajudar a promover o filme, Gordon-Levitt e Deschanel atuaram no video clip intitulado The Bank Heist, dançando ao som da música “Why Do You Let Me Stay Here?” da banda She and Him, a qual Zooey Deschanel é vocalista. Tão adorável quanto próprio filme. A química dos dois atores com a música e entre si também garante o ótimo desenrolar da trama. 

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Referências
500 Days of Summer
Marc Webb


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Escritores #013 – Fiódor Dostoiévski – O Sonho de um Homem Ridículo


O sonho de um homem ridículo é um conto escrito pelo escritor Fiódor Dostoiévski, em 1877. Assim como o conto “A dócil, Dostoiévski deu o subtítulo de "uma narrativa fantástica".


Zona de Spoilers
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A narrativa é feita em primeira pessoa, como se fossem reminiscências do protagonista sem nome. Este conto já foi adaptado para um monólogo no teatro.

SOU UM HOMEM ridículo. Agora já quase me têm por louco. O que significaria ter ganho em consideração, se não continuasse sendo um homem ridículo.”

No primeiro parágrafo já detectamos que o protagonista sofre de complexo de inferioridade, possuindo confiança e auto-estima zero. Esta fallta de auto-estima o fazem padecer de melancolia, sentimento recorrente em diversos personagens de Dostoiévski. Podemos perceber a melancolia quando o narrador começa a se indagar que tudo “tanto faz”, ou ainda tudo “dá no mesmo”. Ele realmente não se importa com mais nada e este sentimento de marasmo geraria nele pensamentos suicidas.

Quando este já está decidido a encerrar sua vida, ele cruza com uma garotinha na rua que o pede ajuda pois algo havia acontecido com sua mãe, mas ele a ignora. Horas mais tarde, quando ele já possui uma arma carregada e começa a planejar seu suicídio ele volta a pensar na garotinha que o pediu ajuda e sente remorso. Este remorso salva sua vida, pois a partir daí que ele percebe que ainda existem coisas que ele se importa nesta vida.

Aparentemente ele dorme pensando no assunto e durante seu sono ele tem uma revelação. No seu sonho ele enxerga a verdade sobre o mundo e sobre as pessoas. Vejam vídeo descrevendo a revelação do homem ridículo:

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Após esta revelação ele decide que irá levar a verdade às outras pessoas. De repente, de suicída ele se transforma em pastor e decide pregar pela cidade de São Petersburgo. Daí vem a explicação do início da narrativa, de ridículo ele passa a ser considerado louco, o que para ele soava como uma promoção. E ele não se importava de ser chamado de louco, afinal só ele sabe a verdade. Após anos sendo menospresado ele encontra uma forma de ser útil a uma sociedade que o ignora. Seu sonho revelador nada mais é do que um artifício do seu mecanismo de auto-preservação, sua existência era tão insignificante que sua mente engendrou uma forma dele voltar a se sentir importante e consequentemente desistir de terminar sua vida.

Eu não sabia que em São Petersburgo existiam pessoas assim, só sei que na cidade de São Paulo existem várias. Basta ir para a Praça da Sé para ver uma dúzia, no mínimo, de “pregadores”. Só sei que depois deste conto de Dostoiévski eu passarei a olhar estas pessoas de outra forma.

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Eu acho impressionante como mesmo num conto de apenas 30 páginas o escritor consegue penetrar fundo num personagem, no caso deste conto um homem com complexo de inferioridade e com tendências suicídas.

Outro ponto que me chamou a atenção na narrativa é a capacidade de se auto-enganar do personagem. Claramente ele tinha tomado uma decisão de forma emocional e depois passou grande tempo tentando achar argumentos para ratificar a sua decisão. Logo depois, algo acontece e ele muda de opinião, de novo age apenas e tão somente emocionalmente, e passa mais um tempo achando argumentos contrários aos anteriores. A verdade é que o homem é o único animal que se auto-engana. Ninguém são age em desacordo com as suas convicções, portanto, de acordo com a necessidade, o homem perde grande tempo tentando se convencer daquilo que acredita ser o correto.

Referências
Fiódor Dostoiévski
O Sonho de um Homem Ridículo

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Escritores #012 – Fiódor Dostoiéski – A Dócil



A dócil é um conto escrito pelo escritor Fiódor Dostoiévski, em 1876. Assim como “O Sonho de um Homem Ridículo”, Dostoiévski deu o subtítulo de "uma narrativa fantástica".
Trata-se da história do envolvimento amoroso do dono de uma casa de penhores, um homem mais velho, com uma adolescente de 16 anos, com quem se casa e trava uma batalha silenciosa dia a dia, culminando em uma tragédia.
Apesar de apresentar diálogos entre os protagonistas, o texto é basicamente uma narrativa em primeira pessoa descrevendo os pensamentos do protagonista sobre seu relacionamento com sua jovem esposa.

Zona de Spoilers
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O texto começa com o protagonista da história lamentando a morte da esposa, ela está no caixão em cima da mesa da sala, mas só será levada embora no dia seguinte. A partir de suas lamentações, o então viúvo começa a descrever ao leitor toda a sua trajetória, desde que a conheceu até o fatídico dia. O tipo de narrativa bem semelhante a de Dom Casmurro de Machado de Assis, quando Bentinho, tenta atar as duas pontas da vida. Nesta narrativa fantástica o protagonista procura entender os motivos que culminaram na morte de sua então esposa.
Durante a narrativa o dono da casa de penhores conta como foi expulso das forças armadas como covarde por ter se recusado a entrar num duelo e como esta deserção se tornou um fardo o influenciou no seu estilo de vida pra sempre.

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Referências
Fiódor Dostoiéski
A Dócil

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fotógrafos #002 - Thomas Czarnecki - As Princesas


Chapeuzinho Vermelho

Thomas Czarnecki é um fotógrafo francês que resolveu fazer uma série de fotos simulando a morte das mais famosas personagens dos contos de fada, as princesas.
Sua intenção era de provocar um impacto contrastando a “ingenuidade” dos contos de fada com as imagens violentas divulgadas na mídia hoje em dia. Acho extremamente válido, uma vez que os contos de fada nasceram como histórias horripilantes de bruxas e feitiços, o final feliz para estas histórias foi uma invenção de Walt Disney, que encontrou nos contos uma forma de criar o seu mundo de fantasia.
Mérito para o fotógrafo francês que conseguiu um trabalho de extremo valor artístico na série “From Enchantment to Down”, vejam como as montagens da morte das princesas remete muito bem a suas histórias.

Branca de Neve

Alice de Alice no País das Maravilhas

A Bela Adormecida

Cinderela

A Pequena Sereia

Jasmine do Alladin

Bela de A Bela e a Fera

Pocahontas
  
Referências
Thomas Czarnecki

Big Shots



Com o carnaval chegando, nada como assistir uma boa banda de rock pra variar. Eu recomendo na próxima sexta-feira dia 24, a banda Big Shots no Dinossauros Rock Bar. No repertório músicas de Elvis, Creedence, Beatles, Johnny Rivers, Little Richard, Roy Orbison, Pink Floyd, Stones, Hendrix, Eric Clapton e Cream.

Referências
Big Shots

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